Normalmente este deveria ser o primeiro post de um blog sobre uma viagem: qual o motivo de eu ter escolhido este lugar... Mas eu precisava de tempo para saber exatamente porque vim parar aqui, na Índia.
Acho que com um mês e pouco já consigo entender melhor o que estou fazendo aqui e vou tentar explicar para vocês...
Tecnicamente falando, eu estou fazendo um intercâmbio, trabalhando em uma empresa fabricante e exportadora de tapetes que quer começar a exportar para o Brasil. Quando saí do Brasil, o único tapete que eu tinha foi doado pela minha namorada e, na verdade, quem realmente o usava era o cachorro da minha república.
Processo produtivo, diferentes tipos de design, material e qualidade a gente aprende rapidamente, mas não é bem este tipo de aprendizado que vim buscar aqui...
Processo produtivo, diferentes tipos de design, material e qualidade a gente aprende rapidamente, mas não é bem este tipo de aprendizado que vim buscar aqui...
Para quem (ainda) não sabe, eu estou fazendo este intercâmbio pela AIESEC (www.aiesec.org), reconhecida pela Unesco como a maior organização mundial gerida por estudantes. E para quem tem preguiça de ler o website, assista ao vídeo abaixo da Anna Laura Schimdt, atual Presidente da AIESEC no Brasil.
Pois bem, durante o ano de 2010 eu fui Diretor de Comunicação da AIESEC
Assim que eu entrei na AIESEC em 2009, sonhava com um intercâmbio para a Europa ou algum país extremamente desenvolvido para viver bem (seja lá o que for viver bem) e ter um diferencial no currículo.
Comecei a me envolver mais com a organização e entendi que o que ela proporcionava não era uma apenas uma viagem, e sim uma experiência de desenvolvimento pessoal, um diferencial para a vida e não apenas para o currículo.
Comecei a me envolver mais com a organização e entendi que o que ela proporcionava não era uma apenas uma viagem, e sim uma experiência de desenvolvimento pessoal, um diferencial para a vida e não apenas para o currículo.
Como era isso o que eu buscava, nada melhor do que sair fortemente da zona de conforto em um país totalmente diferente do meu. Então, quando comecei a minha busca por intercâmbios foquei em lugares “inusitados”...
Comecei buscando países do leste Europeu, como Estônia, Hungria, Ucrânia, República Tcheca e Romênia... Um pouco depois, comecei a pensar que seria interessante aproveitar esta oportunidade em algum país do chamado BRIC (Brasil, Russia, índia e China), países com forte economia em desenvolvimento e com culturas extremamente diferentes.
Nessa linha, depois de algum tempo achei o que procurava! Uma vaga em um país diferente do meu (Índia) para realizar um tipo de trabalho que eu acho interessante para o desenvolvimento profissional.
Comecei buscando países do leste Europeu, como Estônia, Hungria, Ucrânia, República Tcheca e Romênia... Um pouco depois, comecei a pensar que seria interessante aproveitar esta oportunidade em algum país do chamado BRIC (Brasil, Russia, índia e China), países com forte economia em desenvolvimento e com culturas extremamente diferentes.
Nessa linha, depois de algum tempo achei o que procurava! Uma vaga em um país diferente do meu (Índia) para realizar um tipo de trabalho que eu acho interessante para o desenvolvimento profissional.
Agora, depois de um mês, começo a perceber que minha escolha foi assertiva. As situações pelas quais estou passando aqui me mostram que realmente faz sentido as empresas valorizarem tanto a vivência no exterior. E não estou falando apenas do trabalho que estou fazendo ou de como as empresas indianas sobrevivem (e sobressaem) no mercado mundial, estou falando do aprendizado da vida, das ruas, a melhor escola que o ser humano pode ter.
Afinal, não é em todo lugar que a gente tem a oportunidade de pedir comida apontando para a foto, barganhar através de linguagem corporal, aprender (muito) com os tecelões da empresa em que trabalha ou morar com pessoas da Sérvia, Polônia, Marrocos, Colombia, Brasil e ainda ter um vizinho brother indiano... Pode ser banal, mas no mundo empresarial tem outro nome: “adaptabilidade a diversos ambientes”, e realmente é algo que sinto estar acontecendo muito com todos ao meu redor aqui.
Afinal, não é em todo lugar que a gente tem a oportunidade de pedir comida apontando para a foto, barganhar através de linguagem corporal, aprender (muito) com os tecelões da empresa em que trabalha ou morar com pessoas da Sérvia, Polônia, Marrocos, Colombia, Brasil e ainda ter um vizinho brother indiano... Pode ser banal, mas no mundo empresarial tem outro nome: “adaptabilidade a diversos ambientes”, e realmente é algo que sinto estar acontecendo muito com todos ao meu redor aqui.
E tudo isso é facil? Não vou mentir...
Nao é facil você deixar para trás todos que você ama para cruzar o mundo atrás de algo que você nem bem sabe o que é... Apesar de ter pessoas e situações que facilitam, como todos os amigos que estou fazendo para a vida aqui, nao eh facil. Se fosse, não se chamaria “sair da zona de conforto”. E é exatamente isso que torna tudo mais intenso, é exatamente quando penso nisso que valorizo cada vez mais o que estou passando.
Nao é facil você deixar para trás todos que você ama para cruzar o mundo atrás de algo que você nem bem sabe o que é... Apesar de ter pessoas e situações que facilitam, como todos os amigos que estou fazendo para a vida aqui, nao eh facil. Se fosse, não se chamaria “sair da zona de conforto”. E é exatamente isso que torna tudo mais intenso, é exatamente quando penso nisso que valorizo cada vez mais o que estou passando.
Resumindo, estou vivendo uma experiência que nunca imaginei ter, passando por situações um tanto quanto “exóticas” e ainda assim estou sorrindo para todos os problemas.
Afinal um problema nada mais é do que uma oportunidade para você achar uma solução correto?
Afinal um problema nada mais é do que uma oportunidade para você achar uma solução correto?
Termino aqui citando a música Até Quando do Gabriel, o Pensador
“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro”
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro”
Até a próxima!
Ps.: desculpe meus fervorosos seguidores... minha intenção realmente é colocar mais conteúdo aqui mas estou sem meu laptop e, como sou um workaholic tive que viajar para New Delhi a trabalho, muito chato sabe...
Mas juro que conto depois!
Mas juro que conto depois!